terça-feira, 29 de outubro de 2013

Back-up da vida

Esse momento de angústia, espera, ansiedade que nós, futuros imigrantes, estamos passando me fez imaginar se algum momento da minha vida eu sentirei saudades dele. Foi aí que eu voltei com uma ideia que eu tive há alguns anos atrás: fazer um diário.

Um grande problema que eu tenho é minha memória. Tudo bem que isso é o que todo mundo deve pensar de si mesmo, mas eu tenho um problema grave, como não conseguir lembrar de coisas que eu fiz semana passada e ter apenas vagas lembranças desorganizadas da infância e adolescência.

Voltando ao meu diário, encontrei no computador da casa dos meus pais um documento do Word que eu havia feito há 4 anos atrás, protegido com senha, descrevendo alguns dias daquele ano. Foi como se eu encontrasse fotos antigas.

Resolvi então recomeçá-lo, imaginando o quanto seria legal se eu o tivesse continuado, ou ainda melhor, começado quando aprendi a escrever. Eu teria lembranças mais concretas e organizadas da minha vida.

Não acho que deva ser um diário com pensamentos e desabafos, como minha esposa fazia ao 13 anos de idade, mas apenas um resumo do que você fez e faz. Serviria como meu HD externo, meu Google Drive ajudando minha memória interna, que às vezes está tão ocupada com stress do trabalho e inutilidades em geral.


Não sei quanto tempo vou manter a disciplina, mas 5 minutos por dia vão trazer sensações boas lá na frente. Não sei se vou manter diário, a cada.. alguns dias ou dias especiais. Só sei que o mais importante que levamos para o futuro é o nosso passado.


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